O ano está nas ultimas linhas e geralmente ficamos reflexivos, fazendo um grande balanço do que vivenciamos e o que não vivenciamos..porém tudo com saldos positivos.
Estou a ponto de chegar a uma idade que sempre tive em mente que era o divisor de águas na minha vida. O engraçado é que, quando criança..participei de uma dinâmica, em que a professora pediu para escrevermos como nos veríamos (na época), com 10 anos a frente e que escondêssemos de nós mesmo a carta e só abríssemos quando tivessem passados os 10 anos.
Bom, os 10 anos passaram e escondi tão bem escondido que nunca mais encontrei. Mas minha memória escrita é muito forte e lembro-me de algumas coisas. Várias delas se realizaram, o que me faz crer que realmente é preciso acreditar com muita força nos desejos e sonhos e claro, uma pitada de sorte e fé. (mas isso varia de pessoa pra pessoa e em que ela acredita).
O fato é que muitas coisas mudaram. Outras não.
Mudanças, mudanças...sempre espero por elas, mas as vezes não as sinto. O bom mesmo é se olhar no espelho e encarar que certas características estão intrínsecas à nossa essência, ou como chamam cotidianamente: os defeitos. Foi neles que me peguei pensando diariamente, tentando achar uma “solução”. Existe solução para defeitos?
O que são os defeitos afinal? Se você começa tentar solucionar é possível que você perca um pouco de sua essência? Ou se tornara alguém melhor? Mas para tornar-se melhor não seria mais apropriado acentuar suas qualidades?
São muitas perguntas, paradoxos, e nesse mundo de perguntas repetidas resolvi não me perder e sim me acalmar.
O bom mesmo é vivenciar cada dúvida e quem sabe achar algumas respostas. Longe mim achar todas elas, senão, qual seria a graça de chegar o fim do ano e não ter nada pra refletir? Não, sou instintivamente questionadora, reflexiva. As respostas naturalmente aparecem quando eu já não estiver buscando nenhuma dessas, mas novas respostas.
Cantinho da neurose: mas já existe aquela velha frase.."Pensar enlouquece"..