13 de ago. de 2014

Quem te viu?
Quem te vê?
Não importa como,
Ninguém consegue conhecer


Camila Karina

25 de jul. de 2014

Sonhar
Sonhar
Não é nada além
de pensar, pensar 
pensar com vontade
Se o pensamento atrai
Que coisas boas
virem realidade

Camila Karina

17 de jul. de 2014

Os relógios não são iguais 
O seu tempo não é meu tempo
e meu tempo não é seu tempo
TIC
TAC
Que horas são?
Pergunto para qualquer um


Camila Karina
Refletindo sobre nós, seres humanos...
Será que as pessoas são plantas e flores
que, cultivadas florescem cada vez mais e
outras acabam sendo minadas com ervas daninhas..?
Algumas vão-se com o tempo e outras só querem tempo
Ah..como é difícil cuidar de jardim..


Camila Karina

12 de jul. de 2014

Se na ocasião
você é o ladrão
meu defeito
é quase sempre
não dar perdão
Mas sei que
o coração
merece mais
consideração
Mas será 
que o ladrão de coração
Merece perdão? 

Camila Karina

4 de jul. de 2014

O dia começou agitado, porque é dia de jogo. Mas isso não me comove, não gosto de futebol, e a copa está acontecendo, algumas pessoas querendo ou não. A questão é que, alguns ônibus passaram lotados e preferi me atrasar do que entrar em algum deles, mas não teve jeito. Entrei no ônibus relativamente lotado ( nada comparado ao que se vê em SP, mas estava). Tentei passar um pouco mais para frente mas estava impossível, tinham dois estudantes com mochilas gigantes. Pedi licença e um deles me olhou furioso e disse: "Só arredar que passa!". Isso me deu nos nervos. Respirei fundo, mas sabia que não conseguiria ficar calada. Minha primeira ideia era dar uns gritos com o moleque, mas, lembrei que com grito, a reação é de defesa, então, peguei no braço dele com carinho e disse: "Cara, a tua mochila ocupa muito espaço, será que não rola de tirares da costa e deixar embaixo? Vai trazer dois beneficios; um pra tua coluna e vai abrir espaço. Tens direito a ter o teu espaço e eu também não é?" O outro estudante que estava com ele, logo tirou a mochila das costas e ele também, um pouco resistente, mas rolou. As vezes esquecemos que existe espaço para todo mundo. Não só no ônibus, mas em todo lugar, porém, RESPEITO é mais do que essencial para que cada espaço seja utilizado da melhor forma sem prejudicar a passagem de ninguém. 

‪#‎reflexões‬ do Busão

Camila Karina

9 de jun. de 2014

Sempre prezei minha regra interna : "Todos temos direito de sentir raiva". E sempre levo isso comigo, mas não de maneira negativa e sim, de que, posso a qualquer momento, me dar o direito de me revoltar e me indignar. Claro, isso soa um tanto egoísta quando acontece algo alheio à vontade das pessoas, e a partir disso, a minha regra tomou um sentido diferente. Hoje, ao pegar o ônibus, no meio do caminho o "bicho" quebrou. Ora pois, andamos todos os dias em latas velhas, sucata, mas é o que tem para todo dia. Mas isso não foi o fim do mundo, e por incrível que pareça, nem para os outros passageiros que estavam ali dentro. Nosso primeiro impulso foi reclamar com o motorista, mas quando ele levantou do volante encharcado de suor, a cena me levou à pensamentos que me abalaram. E aconteceu uma conversa com as pessoas ao meu redor dizendo que, o motorista não tinha culpa, o ônibus por si só era o culpado, e o rapaz estava ali há horas rodando, sem tomar água, sem comer, lutando pelo seu salário de cada dia, e felizmente, muitas pessoas concordaram. Outras culparam o prefeito, outras o governo, mas eles não vem ao caso ( apesar de ser um caso sério). O cobrador falou bem baixinho para mim: "A empresa não está nem aí para o motorista, para o cobrador". Eu até um tempo também não estava, mas comecei a estar. Além disso, o que me sensibilizou foi o fato, a conversa que aconteceu ali no ônibus. Ninguém estava com seus celulares, grudados no WhatsApp, twitter ou facebook. Estávamos ali, interagindo tradicionalmente, tendo uma conversa de verdade, falando de política pública, trabalho, luta diária, esperas intermináveis por melhorias. Uma senhora me ofereceu banana frita, outra ofereceu jujuba.Talvez eu nunca mais encontre com essas pessoas, mas senti como se fossem velhos conhecidos. Tudo isso me fez esperar o outro ônibus com uma paciência incrível. Isso me gera lágrima nos olhos ao escrever, porque todos os dias, temos nossa rotina cronometrada, em busca de trabalhar, dar o melhor para ter o beneficio no fim do mês e esquecemos de olhar para o próximo e pensar com clareza quando acontece algo que nos afeta negativamente. Seria bom pensar não só no "o que aconteceu" mas também pensar no "porque aconteceu". Todo mundo tem um dia ruim, mas podemos dar um jeito nisso gastando apenas uns minutos para balancear o que pode ser feito de bom naquele momento. Eu poderia protestar neste texto por um transporte público mais digno, mas hoje priorizei a interação menos ordinária e mais verdadeira. 

Reflexões‬ do Busão

Pensaram por aqui

 

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