9 de set de 2018

Me faço e desfaço de memórias
Encaro meus fatos e histórias
Tomo conta de minhas lembranças e daquelas
que nem lembro
Abraço meus espaços
Neles cabem meus passos
Na espera do que está por vir

Camila K. Ferreira

23 de jul de 2018

Todos os dias
sou eu mesma
quando mudo
mesmo diante 
de todos os absurdos
A mudança faz parte
dos meus mil mundos
e não sei bem dizer
que sou
Só sei que mudo
todos os dias
E sempre
com todos os absurdos



Camila K. Ferreira 

11 de jun de 2018

Que momento mais estranho
este meu
Que nada faz sentido
E ao mesmo tempo
tudo tem um propósito
Minha alma está passeando
Enquanto meu corpo está
pronto para voltar a rotina


Camila K. Ferreira

10 de mai de 2018

O mundo é viciado em belezas e guerras
Assim que um deles explode
O mundo desaba 
O viciado em belezas e guerras
Explode, por fim

Camila K. Ferreira 

6 de jun de 2017

Leões engolem suas caças
Sem tardar,
Prontidão
Um por dia.


Camila Karina 

29 de mai de 2017

De um lado
o significado
do que mais parece um livro
de datas, feitos e lembranças
E ali, se esconde a face
da verdade que assola a essência humana
Traída pelas conveniências do amanhã e hoje


Camila Karina

27 de mar de 2017

Quando a mudança é significativa, a sensação é de pele rasgando, uma angústia que não se pode "tocar". Talvez um luto pela coisa deixada para trás, a partida de aspectos que julgávamos nossos. 

Nada é nosso, isso é um fato. E nem as convicções do momento. Mas, elas existem para que tracemos nossas perspectivas e assim, possamos construir pouco a pouco um alicerce de entendimento. 

E por isso, me recuso a tentar provar o tempo inteiro minha capacidade. Aliás, me recuso a partir de agora. Já o fiz, antes. 

Me recuso a colocar-me em posição de competidora com os que estão por perto. 
Me recuso a mostrar, desesperadamente, que cresci. 

Sou telespectadora e participante do cenário. Como aprender a conviver com estes dois papéis antagônicos? 

O que me causa repulsa é o machismo velado, a piada cínica na qual acabo rindo para manter a "política da boa vizinhança". Expressão que aliás, nunca desceu sem amargar minha garganta. 

Uma amiga avaliou meu comportamento como anarquista. É possível vide livros e pessoas com as quais convivi na adolescência. Mas sei também que é uma utopia, afinal, o capitalismo nos revela todos os dias nossa realidade. 

O português é uma língua rica, linda e impecável, mas não sou e nem serei perfeita na escrita, ninguém será. Ninguém, ressalto. 

Nunca me acostumei a acordar cedo. Ouvi durante anos: "Logo você acostuma". Não aconteceu. Aliás, cada vez mais acho que acordar cedo desgasta a energia que ainda temos para concluir o sono saudável. 

Tempo in locuo não é sinônimo de produtividade. Mas quem convencerá os tradicionalistas ainda tomados pela herança emocional e cognitiva da revolução industrial? É desgastante. 

-"É urgente.

E a nossa própria urgência em salvar-se?  

Olho para frente e ainda não enxergo muito. Falta de planos? Não. 

Estou maturando ideias. 


Camila K. Ferreira

Pensaram por aqui

 

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