28 de out de 2012

Foi Platão que me deu a primeira chave. Uma chave para qual eu não sabia que porta abriria, mas tinha uma chave. Levou-se tempo, levaram-se grandes imaginações, idealizações, até abrir a porta. Uma porta para a realidade que Platão não poderia dominar, nem mesmo eu. Aliás, ninguém é capaz de dominar a realidade, apenas dominamos nosso próprio ser, por apenas um segundo, o resto dele é regido pelo tempo. 

Deu-se flores, deu-se todos os olhares e um coração batendo. Tudo deu-se e tudo foi recolhido. Tudo foi bem recebido e largado de lado. Deixado guardado como um livro com uma bela capa que até hoje está dentro da gaveta. Aquele livro que pretendemos ler, mas nunca nos sobra tempo e entusiasmo. Das flores nunca esperou-se moldes, esperou-se perfume. Dos olhares nunca esperou-se prisão, esperou-se zelo. Do coração batendo nunca esperou-se tanto, mas também nunca esperou-se menos, que não fosse acelerado. 

E Platão nunca avisaria sobre qual porta a chave abriria. Somos nossos próprios heróis e vilões. E Platão sempre soube.

Camila Karina

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