13 de jan de 2013

Apertou com precisão as têmporas como se delas esperasse soluções. Apertou os olhos como se eles fossem o auxílio necessário para todas as respostas. Sentou em qualquer lugar para levar seus pensamentos à distância, como se traçassem caminhos lineares até seu futuro. Lembrou de tudo que doía, porque a dor ensina. Lembrou também do que procura. Apertou novamente as têmporas como se fossem os pontos de equilíbrio para medir suas lágrimas. Abriu os olhos e tateou a nuca, olhando para cima, estalando o pescoço. Movimentos aleatórios em busca de respostas. Respirou fundo e entendeu que ninguém mede as experiências pelas tristezas e sim pelas reflexões que elas proporcionam. Tocou cada dedo de suas mãos e firmou os punhos. Eram movimentos reais de que a luta contra seus próprios demônios havia começado. Trouxe um leve sorriso no rosto para começar o dia de tantos outros de sua vida, com as ideias fluindo e na espera de grandes sensações. 


Camila Karina

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