28 de mai de 2014

Entendo a necessidade de ter um carro, entendo que possibilita diversas facilidades, mas percebo também que a maioria das pessoas que adquire um carro, adquire um egoísmo unanime. Aquele egoísmo de chegar na frente, de não ter ninguém à sua frente, de ser o mais rápido. Mas o que indigna de fato é a irrelevância que os pedestres ganharam para alguns. Falo principalmente daqueles que, em dias de chuva, tem aquele prazer maldoso de molhar as pessoas que tentam à todo custo livrar-se as poças de lama. Engraçado que, quando um motorista tem o senso de respeito, vem logo outro em seguida com uma pressa insana. Parece que dentro de um carro alguns ganham um poder imaginário de que são inatingíveis. É um engano. A tendência é aumentar esse egoísmo, por isso, não sinto vontade de ter um carro. Sempre dizem: "você tem que dirigir"; "é libertador não depender"; "é necessidade". Mas lhe digo que minha necessidade é de respeito comigo e com o próximo. O carro? Quem sabe daqui há uns anos.

Das reflexões do busão


Camila Karina

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