29 de nov de 2009

Neste papel levanta-se um soneto,
de lembranças antigas sustentado,
pássaro de museu, bicho empalhado,
madeira apodrecida de coreto.

De tempo e tempo e tempo alimentado,
sendo em fraco metal, agora é preto.
E talvez seja apenas um soneto
de si mesmo nascido e organizado.

Mas ninguém o verá? Ninguém. Nem eu,
pois não sei como foi arquitetado
e nem me lembro quando apareceu.

Lembranças são lembranças, mesmo pobres,
olha pois este jogo de exilado
e vê se entre as lembranças te descobres.



Carlos Pena Filho

1 comentários:

Elaina R. Souza disse...

bem legal.Concordo muito com a última parte.

bjs!

Pensaram por aqui

 

Copyright 2010 Paralelos do Cotidiano.

Theme by WordpressCenter.com.
Blogger Template by Beta Templates.